22/07/2011

Exposição de Pintura: Joana Correia Saraiva "JUMA"

O Centro Social Paroquial realizou uma visita com os idosos às obras expostas no Centro Cultural Miguel Madeira. Trata-se de uma exposição de Pintura da autora Joana Correia Saraiva, que viveu durante a infância em Vila Franca das Naves e tem-se dedicado desde cedo à arquitectura e Pintura.

As pinturas estarão expostas até ao dia 21 Agosto de 2011. A visitação é gratuita e aberta ao público de segunda a sexta-feira (das 9 às 18 horas) e aos sábados e domingos (das 14 às 18 horas).

O Centro Social Paroquial sempre disponível para divulgar, promover e fomentar as artes e a cultura no nosso Concelho felicita o trabalho da autora.

21/07/2011

A importância das IPSS´s


Opinião...

A importância das Instituições Particulares de Solidariedade Social no apoio aos idosos e o seu contributo para o desenvolvimento local.

As IPSS são das poucas, senão as únicas instituições, que neste momento apoiam e cuidam dos idosos, em muitos aspectos.

A sociedade tem sofrido alterações a nível familiar e no âmbito laboral o que impossibilita as famílias de prestarem o devido apoio aos idosos. Não é por não quererem, mas sim muitas vezes por não poderem. 

É um facto que muitas vezes os idosos estão quase sempre doentes e não produzem. Mas noutras eles são, sinónimo de sabedoria.

Foram eles que nos criaram e que nos deram educação, que nos ensinaram a andar, a falar, a comer e ajudaram nas diversas fases da nossa vida. Também nos aconselharam sempre que necessário e apoiaram nos bons e maus momentos.

As IPSS, são muitas vezes um porto de abrigo, de muitos idosos por variados motivos como a solidão, necessidade de cuidados, apoio, ocupação de tempos livres entre outros.


Agora não se pense que as instituições sozinhas conseguem fazer tudo. Porque eles, os idosos, continuam a fazer parte de uma família, que enquanto pode apoiou. 
Agora necessitam, nem que seja uma vez por semana, que alguém da família que ajudou a crescer, lhe dê alguma “atenção” nem que seja, os vá visitar.

Conseguirmos sempre tempo, para alguém que já nos deu muito tempo! 


Reflectindo sobre as Obras de Misericórdia


Todo o trabalho social do Centro Social assenta no cariz globalizante das Obras de Misericórdia que são:

Corporais

  • Dar de comer a quem tem fome
  • Dar de beber a quem tem sede
  • Vestir os nus
  • Acolher os errantes
  • Visitar os doentes
  • Libertar os prisioneiros
  • Sepultar os mortos

Espirituais

  • Dar bom conselho a quem pede;
  • Ensinar os ignorantes;
  • Corrigir os que erram;
  • Consolar os que estão tristes;
  • Perdoar as injúrias;
  • Suportar com paciência as fraquezas do nosso próximo;
  • Rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos;

Assim, as obras de misericórdia, ainda hoje actuais, adquirem um duplo significado e valor em muitos aspectos:

1. Sendo 7 obras de misericórdias corporais, e 7 obras de misericórdia espirituais, elas abrangem o Homem todo, em corpo e espírito;

2. Estando o seu enunciado equacionado para todo o sempre, e conforme o espírito universalista do Evangelho mandado anunciar a todos os homens, a todos os povos, e em todo o mundo, elas abrangem a universalidade da humanidade, sem qualquer sombra de discriminação.

3. Permitindo a sua interpretação equacionar-se segundo as sempre novas carências de cada tempo e cada povo, elas abrangem os séculos todos e todas as situações de carência, conforme o tipo de fome, de sede, ignorância ou carência de que se sofra, e que em cada época tomam cariz diferente.

4. Sendo assim, elas são a síntese da mais universal abrangência que se poderia ter equacionado no sector existencial da solidariedade, nunca perdendo actualidade nem lhes faltando oportunidade.

Adaptado do site da União das Misericórdias Portuguesas (www.ump.pt)


15/04/2011

A Folia Total do Centro Paroquial - Carnaval 2011

Nos Centros Sociais e Paroquiais os nossos idosos também comemoram o carnaval! Durante a semana passada, nas actividades de expressão plástica, os utentes deram asas à sua imaginação e criaram aos fatos carnavalescos que serviram para o desfile de Carnaval de Vila Franca das Naves.


Para isso só foi necessário, tesouras, fita-cola, elástico, agrafador, lápis e plásticos de duas cores para levarmos a cabo a nossa ideia divertida “De Velhinho se torna a Menino!”


Com o molde dos fatos já previamente desenhadas os idosos só tiveram que os recortar.


Para o placard que levou o nosso carro foi necessário apenas um molde de um bebé com uma aranha e de um idoso com um andarilho, para que os idosos exprimissem a sua arte num papel de cenário; depois pintaram a seu gosto e aplicou-se no carro.


Para dar um aspecto mais colorido e divertido, as colaboradoras levaram para o carro um berço, um cavalo de madeira e alguns brinquedos, balões de água e chupetas que animaram o desfile!


O Centro de Dia queria deixar um especial agradecimento a todos aqueles que nos ajudaram: a quem participou connosco: amigos e família do Centro Social, ao nosso motorista que nos cedeu o reboque e tractor, à Junta de Freguesia de Vila Franca, às colaboradoras da instituição e aos idosos do centro de dia e serviço de apoio domiciliário.


E as crianças do Jardim também não faltaram! E tão bonitos que eles iam! Aqui deixamos algumas das fotografias:





Abril

Este mês de Abril, é abastado em provérbios e ditos populares, aqui pelo Centro Social escolhemos só alguns, para adoçar o bico dos mais curiosos...

“Em Abril águas mil.”


“Em Abril queima a velha o carro e o carril.”


“Em Abril, vai onde deves ir, mas volta ao teu covil.”


“Não há mês mais irritado do que Abril zangado.”


“No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.”


“Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.”


“Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.”


“Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.”


“A água que no Verão há-de regar, em Abril e Maio há-de ficar.”


“A geada de Março tira o pão do baraço e a de Abril nem ao baraço o deixa ir.”


“A sardinha de Abril é vê-la e deixá-la ir.”


“A ti chova todo o ano e a mim Abril e Maio.”


“A três de Abril o cuco há-de vir e se não vier a oito, está preso ou morto.”


“Abril chove para os homens e Maio para as bestas.”


“Abril chuvoso, Maio Ventoso, fazem o ano formoso.”


“Abril e Maio são as chaves de todo o ano.”


“Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.”


“Abril frio traz pão e vinho”.


“Abril mete a ovelha no covil.”


“Abril molhado, ano abastado.”


“Abril, águas mil, cabem todas num barril.”


“Abril, tempo de cuco, de manhã molhado e à tarde enxuto.”


“Água que no Verão há-de regar, em Abril há-de ficar.”


“Antes a estopa de Abril, que o linho de Março.”


“As manhãs de Abril são boas de dormir.” “Borreguinho de Abril, tomaras tu mil.”


“Do grão de rei contai que em Abril não há-de estar nascido nem por semear.”


“Em Abril a Natureza ri.”


“Em Abril cada pulga dá mil.”


“Em Abril corta um cardo, nascerão mais de mil.”


“Em Abril guarda o teu gado e vai onde tens de ir.”


“Em Abril sai o bicho do covil.”


“Em Abril águas mil coadas por um funil.”


“Guarda pão para Maio e lenha para Abril.”


“O que Abril deixa nado, deixa-o espigado.”


“Depois de Ramos, na Páscoa estamos.”


“Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.”


“Ramos molhados, são louvados.”

12/04/2011

Acolher/ Mobilizar/ Capacitar/ Promover/ Reabilitar/ Integrar

São os objectivos gerais da actuação do Serviço Social do Centro Social Paroquial:


Acolher - Facilitando o conhecimento da Instituição (instalações, equipa de colaboradores, recursos internos de apoio) a aproximação da criança/idoso e família ao espaço de intervenção. Conhecer a família e o meio envolvente (caracterização, identificação e inventariação de necessidades - diagnóstico social). Informação dos direitos e benefícios.


Mobilizar - recursos na família e nas estruturas interna/externa instituição - levantamento de recursos locais (parcerias e redes sociais formais e informais).


Capacitar - a criança/ idoso e suas famílias a participar activamente no seu processo de aprendizagem nas crianças e envelhecimento nos idosos (colaboradores e equipa técnica), procurando recursos e estratégias adequadas às necessidades. Reduzir a dependência institucional.


Promover - a qualidade de vida, reduzindo ou evitando os efeitos colaterais da doença. Promover a acessibilidade às estruturas de apoio. Promover a adequação de estratégias e a manutenção dos papeis sociais dos indivíduos.


Reabilitar - a criança/ idoso e suas famílias no restabelecimento do seu equilíbrio do ponto de vista individual e colectivo, recuperando o ambiente favorável ao normal desenvlvimento de ambos.

07/04/2011

Entrevista à Senhora G, residente em Cerejo (07/04/2011)

Gostariamos de dar a conhecer aos habitantes do nosso concelho algumas realidades em que vivem os idosos Vila Franquences e limítrofes, tendo em atenção os obstáculos e as escassas ajudas que confrontam diáriamente. Assim entrevistamos os próprios idosos:



1) Como eram os tempos antigamente?


Eram tempos de fome, passávamos fome, agora já é tudo fidalgo! Andávamos a trabalhar e cheios de fome!


2) O que acha do tempo de agora?


Agora estamos bem, são tempos melhores, o pior é que está tudo a aumentar, impostos e tudo e não podemos viver assim, está tudo caro. Agora há mais conforto, é verdade, mas tem de se pagar! Vamos a uma mercearia é num instante enquanto os euros se vão!


3) Faz alguma actividade física?


Com as muletas não posso! Ando sempre com o andarilho. Já furei dois tachos porque não posso com eles nas mãos, levo-os no chão de rastos com a ajuda do andarilho para o frigorífico.


4) Costuma sair sozinha ou acompanhada?


Só vou ao médico, chega aqui o táxi e leva-me ao médico a Pinhel, sozinha não, vou com a minha irmã e com a D. Cristina (taxista), ela dá-me as muletas e ajuda-me a ir.


5) Qual foi o momento mais feliz da sua vida?


Nenhum… Tenho passado muitos problemas e a minha saúde… mas ter os meus filhos e vê-los bem, é o que me tem valido.


6) Qual foi a profissão que executou?


Fui sempre no campo eu nunca saí daqui! Os meus filhos só me levavam ao médico à Guarda, sempre aqui estive em casa, nunca saí daqui. Só a minha filha é que me levou à França, mas a praia nunca vi!


7) Sente-se apoiado familiarmente?


Na minha família são todos bons. E estão bem. Tenho filhos na França mas telefonam muito, ainda ontem me ligou o mais novo e a minha filha também. E aos domingos vem-me cá ver o de Vila Franca.


8) O que acha do trabalho do centro social e paroquial?


A comida é sempre muita. São todas simpáticas, as vezes vou com o caldeiro da lenha, elas tiram-mo da mão e levam-mo elas e estimam-me.