21/03/2014

Textos dos leitores: Oração ao Padre Indaleto




Vila Franca das Naves
Ouve esta oração:
Há nesta terra amizades
Que para sempre ficarão.

Alguns benfeitores partiram
Outros ainda cá estão
À espera da hora
Para abrir-se-lhes o coração.

As terras sem amor não são nada
Com amizades são muito
Adeus Vila Franca Adeus
Volte sempre, muito obrigada.

Pelos caminhos da vida
A Vila Franca sempre voltarei
Com amor e alegria
Eu por vós rezarei.

A minha obra continua
Aquela que começou um dia
Olhai cá por ela
Hoje tanto é minha
Como amanhã pode ser tua

Padre Indaleto
Fiel vencedor
Intercede por nós
Junto a Nosso Senhor.



Autor anónimo.


Se escreve pensamentos sobre a história de Vila Franca das Naves e se gostaria de ver publicados  neste site textos ou poesias suas envie para o email centrosocialvfn@sapo.pt 
Conte-nos como foi, como era e o que gostou e porquê. 

14/03/2014

Um Novelinho, cantado pela Srª Augusta, 89 anos

Eu tenho um novelinho!
Que não cabia numa mão fechada!
Ó doba_deira_doba,
Não me enriçes a meada!

Não me enriçes a meada
Não me desobes o linho
Não me enriçes a meada
Não me enxovalhes o linho!

Ó doba_deira_doba
Meu amor dá-me um beijinho!


Cantadas pela utente do Centro de Dia Augusta de Jesus Fonseca, 89 anos

Como sabemos, o acto de cantar é considerado por muitos profissionais como uma rica fonte para possibilitar o desenvolvimento das mais diversas habilidades humanas.

Para cantar, a saúde e o equilíbrio psicológico são fundamentais.

Cantar é uma forma de expressão e de memória que levam à espontaneidade.

Há quem diga que o canto é terapêutico, pois ninguém canta ao acaso. “Cantar” é uma forma de nos exprimirmos que leva à realização pessoal - pois implica “fazer”, na “actividade”.

É através da actividade humana que nos conhecemos, que construímos o nosso mundo interno na medida em que actua e transforma o mundo externo.

Muito obrigada pela partilha Sra Augusta!


Foto de Dolores Marques tirada no Museu de Castro Daire, em 14/03/2014 blogue http://terrasaltasdogranito.blogspot.pt/

Dia do Pai - 19 de Março










13/03/2014

Utente canta quadras no Centro de Dia!


Deixa-me ir que eu vou com pressa
Ò Freixo a tirar o ninho
Que está o Freixo a cobrar
Com o peso do passarinho!

Tu és um mariquinhas
Tu és o meu amor
Tu és o Zé que fumas 
Tu és um fumador!

Amor vai à minha rua 
As vezes que tu quiseres 
Ai à tua eu não hei-de ir
Ainda não é dado às mulheres!

Quando por ti passo na rua
E te vejo a varrer
Ai te digo menina és morta
E não te torno a ver!

Raparigas cantai todas
Ai rapazes cantai com elas
Ai o falar fala-se a todas
Ai o amar só a uma delas!

Quando eu pensei que tinha 
Minhas penas acabadas
Ai então me vieram elas
Ai de novamente dobradas.

Cantadas pela utente do Centro de Dia:

Francisca do Nascimento Dias, com 89 anos, mais uma vez nos transmitiu, cantando, estas belas quadras, ricas lembranças aprendidas no tempo: 

A utente referiu que "Naquele tempo apanhavam-se muitas cestas de figos no sítio do Decondeixo (Vila Franca das Naves) e nós, as raparigas solteiras, subíamos às figueiras e andávamos a apanhar os figos e sempre a cantar!".

Como sabemos, o acto de cantar é considerado por muitos profissionais como uma rica fonte para possibilitar o desenvolvimento das mais diversas habilidades humanas.  

Para cantar, a saúde e o equilíbrio psicológico são fundamentais. 

Cantar é uma forma de expressão e de memória que levam à espontaneidade. 

Há quem diga que o canto é terapêutico, pois ninguém canta ao acaso. “Cantar” é uma forma de nos exprimirmos que leva à realização pessoal - pois implica “fazer”, na “actividade”.

É através da actividade humana que nos conhecemos, que construímos o nosso mundo interno na medida em que actua e transforma o mundo externo.

Muito obrigada pela partilha Sra Francisca!



02/03/2014

O Carnaval no Centro de Dia 2014

Este ano alguns dos idosos do Serviço de Apoio Domiciliário reuniram-se para participar no curso carnavalesco organizado pela Junta de Freguesia de Vila Franca das Naves.

Vestidos para a ocasião com o tema “O gang da saúde”, as frutas e os vegetais coloridos ganharam pernas para andar. Os trabalhos decorreram ao longo do mês de Janeiro e Fevereiro e foram realizados com a ajuda das funcionárias.

Foi uma tarde muito divertida e animada pois os idosos dançaram ao longo do desfile.

Uma utente Maria de Jesus Barreto, de 66 anos, referiu que o cortejo "Foi divertido, apesar do tempo ainda havia muita gente!” contou animada.


O Sr. Joaquim Rodrigues, de 78 anos e o Sr. Mário Batista, de 84 anos também participaram e acharam que “Foi um dia diferente que para o ano, se Deus quiser voltará a repetir-se”.










18/02/2014

O dia mundial do doente consagrado à reflexão e à oração no Centro de Dia

14 de Fevereiro de 2014 às 15:00 horas 
Missa do doente com a celebração da unção dos enfermos
Centro de Dia Padre Indaleto
Todos foram convidados a participar na missa 
em celebração do Dia Mundial do Doente e a dar animo aos doentes e idosos (familiares, vizinhos ou amigos próximos), a visitá-los levando-lhes o convite para assistirem e acompanhá-los a esta celebração.
A Eucaristia presidida pelo Sr. Padre Celso Marques, no Centro de Dia Padre Indaleto, decorreu no dia 14 de Fevereiro de 2014 estando presentes algumas dezenas de pessoas nesta iniciativa.Para o Sr. Presidente da Instituição (Padre Celso Marques) esta celebração foi "um momento de oração, partilha, e de apelo dirigido a todos para reconhecerem na face do irmão enfermo a Santa Face de Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da humanidade".
Tal como apelou o Papa Francisco na sua mensagem   para o dia mundial do doente 2014:
Fé e caridade: «Também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16) Fonte: http://www.vatican.va/holy_father/francesco/messages/sick/documents/papa-francesco_20131206_giornata-malato_po.htmlLibreria Editrice Vaticana: http://www.vatican.va/phome_po.htm




29/01/2014

Em Janeiro 2014 fizemos uma cópia do conto popular português: As Irmãs Gagas


Com o objectivo proporcionarmos aos idosos uma actividade diferente e manter o cérebro activo, perguntamos-lhes se gostariam de fazer uma cópia de um conto popular português. 

Três idosas, que sabem ler, aceitaram pegar na caneta e escrever o "ditado". O resultado foi muito positivo ao verem que a caligrafia e os ritmos de escrita eram diferentes de cada um. Até deu tempo para se divertirem e aprenderem umas palavras novas. Os idosos referiram:

"Já não escrevia assim há muito tempo e ainda aprendi uma história" - Maria Lurdes M.R;

"A ultima vez que escrevi foi o meu nome para assinar um papel" - Maria das Dores M. Simão; 

"Eu gosto de escrever, por isso cá estou para participar, temos de escrever bem para não gaguejarmos" - Augusta Fonseca.


29 de Janeiro de 2014

As Irmãs Gagas
Uma mãe tinha três filhas e todas eram tatas. Para fazer que elas não perdessem casamento, disse-lhes:

- Meninas, é preciso estarem sempre caladas quando vier aqui a casa algum rapaz. Doutro modo, nada feito!

De uma vez, trouxe-lhes um noivo para ver se gostava de alguma delas, e tinha-se esquecido de repetir a recomendação às filhas. Estavam, pois, elas na presença do noivo, que ainda não tinha dado sinal para quem ia a sua simpatia, quando uam delas sentiu chiar o lume. E logo disse muito lampeira:

- Ó mãe, o tutalinho fede (isto é: «O pucarinho ferve»)!
Diz dali a outra irmã:
- Tira-le o této e mete-le a tolé (isto é: «Tira-lhe o testo e mete-lhe a colher»).
A última, zangada por ver que as irmãs não obedeciam à habitual recomendação da mãe, exclamou:
- A mãe nam di que não falará tu? Pois agora não tasará tu (isto é: «A mãe não disse que não falarás tu? Pois agora não casarás tu)!
O noivo, assim que viu que todas elas eram tatibitate, desatou a rir e fugiu pela porta fora.

«Contos Populares Portugueses»
Fonte imagem: imagem retirada da internet