13/03/2014

Utente canta quadras no Centro de Dia!


Deixa-me ir que eu vou com pressa
Ò Freixo a tirar o ninho
Que está o Freixo a cobrar
Com o peso do passarinho!

Tu és um mariquinhas
Tu és o meu amor
Tu és o Zé que fumas 
Tu és um fumador!

Amor vai à minha rua 
As vezes que tu quiseres 
Ai à tua eu não hei-de ir
Ainda não é dado às mulheres!

Quando por ti passo na rua
E te vejo a varrer
Ai te digo menina és morta
E não te torno a ver!

Raparigas cantai todas
Ai rapazes cantai com elas
Ai o falar fala-se a todas
Ai o amar só a uma delas!

Quando eu pensei que tinha 
Minhas penas acabadas
Ai então me vieram elas
Ai de novamente dobradas.

Cantadas pela utente do Centro de Dia:

Francisca do Nascimento Dias, com 89 anos, mais uma vez nos transmitiu, cantando, estas belas quadras, ricas lembranças aprendidas no tempo: 

A utente referiu que "Naquele tempo apanhavam-se muitas cestas de figos no sítio do Decondeixo (Vila Franca das Naves) e nós, as raparigas solteiras, subíamos às figueiras e andávamos a apanhar os figos e sempre a cantar!".

Como sabemos, o acto de cantar é considerado por muitos profissionais como uma rica fonte para possibilitar o desenvolvimento das mais diversas habilidades humanas.  

Para cantar, a saúde e o equilíbrio psicológico são fundamentais. 

Cantar é uma forma de expressão e de memória que levam à espontaneidade. 

Há quem diga que o canto é terapêutico, pois ninguém canta ao acaso. “Cantar” é uma forma de nos exprimirmos que leva à realização pessoal - pois implica “fazer”, na “actividade”.

É através da actividade humana que nos conhecemos, que construímos o nosso mundo interno na medida em que actua e transforma o mundo externo.

Muito obrigada pela partilha Sra Francisca!



02/03/2014

O Carnaval no Centro de Dia 2014

Este ano alguns dos idosos do Serviço de Apoio Domiciliário reuniram-se para participar no curso carnavalesco organizado pela Junta de Freguesia de Vila Franca das Naves.

Vestidos para a ocasião com o tema “O gang da saúde”, as frutas e os vegetais coloridos ganharam pernas para andar. Os trabalhos decorreram ao longo do mês de Janeiro e Fevereiro e foram realizados com a ajuda das funcionárias.

Foi uma tarde muito divertida e animada pois os idosos dançaram ao longo do desfile.

Uma utente Maria de Jesus Barreto, de 66 anos, referiu que o cortejo "Foi divertido, apesar do tempo ainda havia muita gente!” contou animada.


O Sr. Joaquim Rodrigues, de 78 anos e o Sr. Mário Batista, de 84 anos também participaram e acharam que “Foi um dia diferente que para o ano, se Deus quiser voltará a repetir-se”.










18/02/2014

O dia mundial do doente consagrado à reflexão e à oração no Centro de Dia

14 de Fevereiro de 2014 às 15:00 horas 
Missa do doente com a celebração da unção dos enfermos
Centro de Dia Padre Indaleto
Todos foram convidados a participar na missa 
em celebração do Dia Mundial do Doente e a dar animo aos doentes e idosos (familiares, vizinhos ou amigos próximos), a visitá-los levando-lhes o convite para assistirem e acompanhá-los a esta celebração.
A Eucaristia presidida pelo Sr. Padre Celso Marques, no Centro de Dia Padre Indaleto, decorreu no dia 14 de Fevereiro de 2014 estando presentes algumas dezenas de pessoas nesta iniciativa.Para o Sr. Presidente da Instituição (Padre Celso Marques) esta celebração foi "um momento de oração, partilha, e de apelo dirigido a todos para reconhecerem na face do irmão enfermo a Santa Face de Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da humanidade".
Tal como apelou o Papa Francisco na sua mensagem   para o dia mundial do doente 2014:
Fé e caridade: «Também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16) Fonte: http://www.vatican.va/holy_father/francesco/messages/sick/documents/papa-francesco_20131206_giornata-malato_po.htmlLibreria Editrice Vaticana: http://www.vatican.va/phome_po.htm




29/01/2014

Em Janeiro 2014 fizemos uma cópia do conto popular português: As Irmãs Gagas


Com o objectivo proporcionarmos aos idosos uma actividade diferente e manter o cérebro activo, perguntamos-lhes se gostariam de fazer uma cópia de um conto popular português. 

Três idosas, que sabem ler, aceitaram pegar na caneta e escrever o "ditado". O resultado foi muito positivo ao verem que a caligrafia e os ritmos de escrita eram diferentes de cada um. Até deu tempo para se divertirem e aprenderem umas palavras novas. Os idosos referiram:

"Já não escrevia assim há muito tempo e ainda aprendi uma história" - Maria Lurdes M.R;

"A ultima vez que escrevi foi o meu nome para assinar um papel" - Maria das Dores M. Simão; 

"Eu gosto de escrever, por isso cá estou para participar, temos de escrever bem para não gaguejarmos" - Augusta Fonseca.


29 de Janeiro de 2014

As Irmãs Gagas
Uma mãe tinha três filhas e todas eram tatas. Para fazer que elas não perdessem casamento, disse-lhes:

- Meninas, é preciso estarem sempre caladas quando vier aqui a casa algum rapaz. Doutro modo, nada feito!

De uma vez, trouxe-lhes um noivo para ver se gostava de alguma delas, e tinha-se esquecido de repetir a recomendação às filhas. Estavam, pois, elas na presença do noivo, que ainda não tinha dado sinal para quem ia a sua simpatia, quando uam delas sentiu chiar o lume. E logo disse muito lampeira:

- Ó mãe, o tutalinho fede (isto é: «O pucarinho ferve»)!
Diz dali a outra irmã:
- Tira-le o této e mete-le a tolé (isto é: «Tira-lhe o testo e mete-lhe a colher»).
A última, zangada por ver que as irmãs não obedeciam à habitual recomendação da mãe, exclamou:
- A mãe nam di que não falará tu? Pois agora não tasará tu (isto é: «A mãe não disse que não falarás tu? Pois agora não casarás tu)!
O noivo, assim que viu que todas elas eram tatibitate, desatou a rir e fugiu pela porta fora.

«Contos Populares Portugueses»
Fonte imagem: imagem retirada da internet

20/12/2013

O Natal no Centro de Dia



O Centro Social Paroquial de Vila Franca das Naves realizou na sexta-feira dia 20 de Dezembro de 2013, uma missa de Natal e um Jantar convívio inseridos no âmbito do Plano de Atividades da Instituição.

Esta atividade foi direcionada aos idosos e comunidade paroquial. Contou também com a presença de alguns convidados: Presidente da Junta de Vila Franca das Naves; Presidente da Câmara de Trancoso,Sr Amílcar Salvador, Sr. Caetano, empresário, amigo e natural de Vila Franca das Naves.

Unidos pela fé e oração, assistimos à Missa de Natal, celebrada pelo Rev.do P.e Celso Rocha Marques e Rev.do P.e Alberto Coelho.

Durante a missa foi lida a seguinte história:

A PONTE E A CRUZ                      
Era uma vez um homem que foi visitado por um anjo do Senhor e este lhe disse:   
                                   
  - Venho a mando do Senhor para que cumpras uma viagem rumo à Cidade Santa mas para isso precisarás de caminhar até lá com uma cruz.
                                          

Ouvindo isto, o homem não temeu e obedeceu à ordem que o anjo lhe tinha dado a mando do Senhor, pegou na sua cruz e começou  a sua viagem.

Enquanto ia carregando a sua cruz, viu que não era o único e que eram muitas as pessoas como ele que carregavam também a sua cruz e seguiam a mesma viagem.

Passando alguns dias, a viagem continuava: alguns paravam para descansar, outros para comer, e outros reclamavam:

- Meus Deus! Quando é que isto vai acabar?

- Senhor! Até quando carregaremos este peso? Até quando?

E assim a viagem percorria.

Até que surgiu alguém, que disse:

- Observa as outras pessoas, eles parecem andar mais ligeiros e mais rápidos nesta viagem, com certeza vão chegar primeiro que tu. Porque não cortas parte da tua "cruz” para aliviar o peso da mesma?

O homem respondeu:

-Tem razão! Cortar só um pouco da minha cruz não tem mal e torna-se mais fácil.

E assim fez, lá continuou a sua viagem com a cruz mais leve.
 Lá mais à frente ele e os seus companheiros avistaram a Cidade Santa, o resplendor dos anjos e a luz da glória do Senhor. Era uma visão única, maravilhosa, jamais tinham visto ou sonhado com tal grandeza. A cidade era tão iluminada que não precisava de sol.

Quando sem esperar, deparou-se com um rio que precisava de atravessar para alcançar a Cidade Santa.

Vendo do outro lado da margem o anjo, aquele que lhe entregou a cruz, o anjo pergunta-lhe:
- Onde está a tua ponte? Aquela que te entreguei? A Cruz que te entreguei era a tua ponte para que pudesses atravessar o rio.

 REFLECTINDO...
O que tem significado para si a cruz do seu trabalho, da sua família, etc.?
Se a sua cruz está pesada demais, não conteste nem tente modificá-la, você até pode pensar que a está a carregar sozinho...
Mas, Não, não está! Tenha certeza disso!


Depois de terminada a Santa Missa e servido o Jantar de Natal, o menino Jesus conduziu até Vila Franca das Naves e trouxe uma surpresa aos idosos: uma mantinha de inverno para nos ajudar a aquecer os corações.

O Centro Social Paroquial agradece a presença dos idosos e ainda às pessoas/empresas que colaboraram para que este Jantar de Natal se realizasse.

Votos de um Santo Natal e Ano Novo repleto de alegrias!

O Natal na Creche

O mês de Dezembro para as crianças da Creche é um mês alusivo às curiosidades Natalinas, entre elas: as famosas canções de natal, elaboração de um boneco de neve para os pais, a doçaria e almoço de Natal.

Como forma de recriação do ambiente de Natal e para que todos possam familiarizar-se com este espírito, foi elaborado o presépio no hall de entrada do edifício da creche e Jardim de Infância.  

A tradição também vêm passando de geração em geração na Creche realizando-se um almoço convívio de Natal entre as crianças e os colaboradores.

A educação pré-escolar é um espaço privilegiado para o desenvolvimento das competências da criança. Os contos e as histórias assumem um meio de interiorização e envolvimento das crianças com o verdadeiro espírito natalício, abordando os valores do natal como o “afecto, o carinho e a dedicação”.


O Presidente aproveita esta oportunidade para agradecer aos funcionários o trabalho realizado ao longo do ano e às famílias pelo apoio e colaboração. “A instituição tudo fará para que as vossas crianças cresçam e aprendam pedagogicamente. Vamos continuar a trabalhar para que o espírito de entreajuda seja evocado, pois o Natal é todos os dias”.