30/10/2012

Como fazer uma abóbora do dia das bruxas

Resolvemos fazer uma pesquisa de como fazer uma abóbora para o dia das bruxas. 

Pretende-se que os idosos aprendam com a ajuda da animadora a realizar uma abóbora para num futuro ensinarem ou ajudarem os seus netos a fazer esta abóbora fantasma. 

O objectivo é aproveitar as ocasiões para se divertirem e estreitarem os laços familiares entre avós e netos.



Material:


Abóbora,  Caneta
. Faca de legumes bem afiada
. Colher
. Prato
. Guardanapos
. Vela pequena e fósforo ou uma lanterna


Abóbora iluminada para decoração de halloween

 Materiais para fazer a abóbora de Halloween 


Passo a passo abóbora Dia das Bruxas
Limpe o interior da abóbora

 Passo a passo abóbora de Halloween. 
Como fazer uma abóbora de Dia das Bruxas
Faça o desenho com a caneta na abóbora.
Passo a passo abóbora de Dia das Bruxas
Prepare e limpe a abóbora.
Pronto, agora é só acender a vela ou a lanterna, inserir dentro da abóbora, apagar as luzes e Feliz Dia das Bruxas!

Por: Animadora Social

18/10/2012

Hallowen e o Dia de Todos os Santos





Na igreja católica o dia 1 de Novembro é simbolizado como o dia de "Todos os Santos". 

Este dia é celebrado em honra às almas dos “santos”. E o dia anterior, o 31 de Outubro  é chamado “Halloween” (em inglês) ou seja, véspera do “Dia de Todos os Hallows (Santos)”.

O "Halloween" teve origem na cultura Celta, na Irlanda, onde os Celtas festejavam o "Samhain". 

Hoje em dia são as crianças e adolescentes quem mais usufrui do Halloween. Com a ajuda dos pais e amigos, vestem fantasias mais ou menos assustadoras e percorrem de porta em porta a exclamar a célebre frase “doçura ou travessura”. Terminando a noite de 31 de Outubro com sacos recheados de chocolates, rebuçados e outras guloseimas.

O Dia de Todos os Santos foi instituído pela igreja católica, para relembrar todos os santos. Em Portugal, é tradição, de longa data,  enfeitarem-se as campas, com flores, durante o dia 1 de Novembro como forma de reconhecimento das pessoas falecidas. 
 
Não esqueçamos, porém, de pedir a todos os anjos e santos que intercedam por nós para que não nos esqueçamos de cuidar dos vivos com todo o respeito e carinho que merecem, na sua peregrinação pela terra.

09/10/2012

A rosa que te dei

Transpôs-se uma música cantada pelo Sr Jorge Alfredo Leitão no Centro de Dia para texto escrito, agora transcrita para o blogue com o objectivo de criarmos um registo de memórias dos nossos utentes. 



Vivias no nosso tempo
Num quarto andar de uma velha mansarda
Que tinha, junto à janela, sobre o beiral
Uma roseira brava
Que hoje eu venho lembrar
Para voltar com toda a minha alma
Ao tempo em que tu dormias, sobre o meu peito
E acordavas calma.

E a rosa que te dei
Não foi criada num jardim
Por isso tinha mais significado para mim
A rosa que te dei
Era uma terna e simples flor
Que fez nascer em nós
Um grande amor (refrão)

E a rua, no mês de Junho
Tinha balões, e riso de crianças
O velho da concertina
E a menina que tinha loiras tranças
Dediquei-te uma canção fora de moda
Mas que me era tão querida
Guardei-a entre as mil folhas, desse romance.
Que é o livro da vida.



Autor: José Cid - Festival da RTP em 1974

08/10/2012





No dia 1 de Outubro as crianças do Jardim de Infância de Vila Franca das Naves visitaram os idosos do Centro de Dia. A iniciativa foi da GNR de Vila Franca das Naves para assinalar o Dia Internacional da Pessoa Idosa na actividade «Gerações de mãos dadas».

Ao longo do encontro, os participantes puderam trocar experiências 
sobre os cuidados de segurança, conto de contos relacionados com a criança e o idoso, cantiga para os idosos sobre a segurança ao mesmo tempo que conviveram com pessoas de outras gerações. 

No final, o balanço foi bastante positivo, tendo os participantes manifestado satisfação sobre a actividades.

Frisa-se este ano de 2012 como o Ano Europeu do Envelhecimento Activo e Intergeracionalidade e o Dia Internacional da Pessoa Idosa que foi instituído pela Organização das Nações Unidas no ano de 1991, como forma de sensibilizar a sociedade para o envelhecimento, assim como reflexão, promoção e protecção dos direitos e dificuldades dos idosos.



04/10/2012

Registo escrito de cantigas de utentes

Ó Vila Franca 
que estás cheia de vaidade
Pela tua mocidade
nobreza no coração!

Amor que sentes
Pois foi Deus 
Que te criou
E depois te abençoou 
Pra viver eternamente
Terra bendita
Que me dás pão e amor
que regamos com suor,
És torrão doirado!

Tu és querida minha linda
Vila Franca
tens beleza que encanta
Como sua vida
Desse vida à vida

Janelas queridas 
Reguinadas em cor
Par de namorados
à noite ao luar
Assim Vila Franca
Terra de louvor
Gente sai boa
que só sabe Amar!


(Sr. Jorge Alfredo Leitão)


Registo escritos de cantigas de utentes

Sou fadista
Minha amante já foi pró mar
Pois tenho a porta  aberta
Para quem quiser entrar

Os quatro podes contar
Os quatro podes cantar
Canta por onde quiseres
Que aqui tens meu coração

Aqui tens meu coração
Se o quiseres matar, podes
Tu andas dentro dele
Se o matas também morres

E a nossa coisa diz que não
Ai já sei que cantas bem
Cantas com quem quiseres
E com o filho da minha mãe
Triste sorte foi a minha
No mundo foi

(Sr José Rodrigues Gomes)


Registos escritos de cantigas dos utentes

No sentido de documentar o que vivemos no Centro e posteriormente reflectir sobre isso, procedemos, sempre que haja oportunidade, ao registo escrito de trabalhos ou depoimentos desenvolvidos individualmente ou em grupo. 

Neste caso, foi uma apresentação de uma(s) música(s), cantada(s) pelo falecido utente Senhor José R. Gomes no Centro de Dia e pelas utentes Sra Francisca, Sra Purificação e Sra Irene:



Aprendi a cada fado
No colo da minha mãe
e a mulher que me criou
Cantava o fado também (Sr José Rodrigues Gomes)

Minha mãe logo à noite 
Ó filho vai-te deitar
Ela já pensa que durmo
E eu ando a namorar (Sr José Rodrigues Gomes)

Já cantei com o diabo
Uma chamusca escura
e agora canto consigo
Fazes-me a mesma figura (Srª Francisca)

No lugar de Vila Franca
É o bairro das flores
Onde há muita flor 
E também muitos amores (Sra Purificação)

Pedrinhas desta calçada
Levantai-vos e Dizei
Quem vos passeia de noite
Quem de dia bem no sei (Sr José Rodrigues Gomes)
Toma lá meu coração
retalho como um marmelo
Dentro dele encontrarás
O bem ou mal que te quero (Srª Irene Matos)

Coração não vivas triste
Vive alegre se puderes
Ai coração tira  a mão 
Ai coração que tu queres (Srª Francisca)

Alto pinheiro redondo
Tens uma pinha no meio
Olha que menina tão linda
de Homem tão feio (Srª Irene Matos)

Alto pinheiro redondo
Já te cortaram cavacas
Já te descobriram 
As tuas faltas (Srª Irene Matos)

Nem no mundo há dois mundos
Nem no céu dois Senhores
Nem meu coração pode
Ser leal a dois amores (Srª Irene Matos)

Meu Amor diz que vinha
Quando a dor viesse
Mas a lua já está tão alta
E o meu amor que não aparece! (Sr José Rodrigues Gomes)

Ranchinho de quatro
Bem pode ser de nove
Bem pudera quem é rico
Partir com quem é pobre (Srª Francisca)

Quem é rico tem dinheiro
Quem é pobre tem-no também
O rico gasta o que quer
O pobre gasta o que tem (Srª Francisca)

Sei um suco de cantigas
Mais uma taleigada
Se hoje as canto todas
Amanhã não sei nada (Srª Purificação)

Eu não sou como tu
Eu não sou como a figueira
Dá fruto sem flor
E namoradeira (Srª Francisca)

Salgueirinho ao pé de água
Faz-me o vento bengaleira
Quem tem amores pela aldeia
Pela porta passeia  (Srª Irene de Matos)